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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

A Polícia Civil do Tocantins,desarticula organização criminosa que movimentou R$ 4,5 milhões com tráfico de drogas


A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Gurupi), deflagrou na manhã desta terça-feira (21) a segunda fase da Operação "1º Coríntios 15:33". Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de busca, apreensão e prisão contra suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o esquema movimentou R$ 4,5 milhões, envolvendo familiares de criminosos já presos.

O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, destacou que a investigação teve início há dois anos. “Nosso foco é combater essa organização criminosa em atividade no município de Gurupi e região, que já movimentou essa expressiva quantia através do tráfico de drogas e outros crimes”, afirmou.

O delegado Rafael Fortes Falcão, titular da DEIC - Gurupi, explicou que, após a primeira fase da operação, suspeitos, principalmente mulheres, seguiram realizando movimentações financeiras com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro. “Solicitamos a prisão de uma das suspeitas após constatarmos que, mesmo desempregada e com o marido preso, ela continuava movimentando quantias significativas”, relatou.

A operação foi realizada simultaneamente nos municípios de Gurupi, Formoso do Araguaia e Figueirópolis, além de Goiás, Rio de Janeiro e Pará. Durante as diligências, foram apreendidos documentos, celulares, cartões bancários, R$ 750,00 em dinheiro, um notebook, um automóvel, uma arma de fogo calibre .380, munições calibre 9mm e aproximadamente 6 kg de drogas.

Prisões

Ao todo, oito suspeitos foram presos, incluindo alvos de mandados de prisão e detenções em flagrante. Um dos investigados foi preso ao tentar destruir um aparelho celular durante a abordagem. Outro suspeito foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na divisa com o Pará, portando drogas, uma pistola e munições.

Na última sexta-feira (17), um dos alvos foi preso no Rio de Janeiro, onde teve um veículo e um celular apreendidos. Na segunda-feira (20), outra prisão foi antecipada após a equipe de inteligência da DEIC identificar que o investigado havia mudado de endereço. “Para evitar imprevistos, o mandado foi cumprido imediatamente”, detalhou o delegado Rafael Falcão.

A operação faz parte de um esforço interestadual de combate ao crime organizado. “Essas organizações ultrapassam divisas e atuam em crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos graves. O trabalho conjunto entre os estados fortalece o combate a essas facções”, ressaltou o delegado Afonso Lyra, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

Os detidos foram encaminhados para unidades prisionais. As mulheres foram conduzidas à Unidade Penal Feminina de Talismã, enquanto os homens foram levados para a Unidade Penal de Gurupi.

Primeira fase da operação

Na primeira fase da operação, deflagrada em 3 de julho de 2024, foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva. Seis pessoas foram presas em flagrante e outras oito, em decorrência de mandados. Durante a ação, foram apreendidos documentos, drogas, armas de fogo de calibre restrito, veículos e outros bens relacionados ao esquema criminoso. Um espaço de eventos, supostamente utilizado para lavagem de dinheiro, também foi interditado.

Os mandados foram cumpridos no Tocantins (Gurupi, Palmas, Figueirópolis e Peixe), Goiás (Goiânia, Anápolis e Água Lindas), Santa Catarina (Camboriú), Pará (Belém) e Maranhão (Imperatriz).

Força-tarefa


A operação contou com o apoio de diversas forças de segurança, incluindo a DRACCO, Divisões Especializadas de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Gurupi, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional), Divisões Especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP - Gurupi e Palmas), Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT), Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR - Palmas), Delegacia Especializada de Combate aos Crimes Rurais (Deleagro), Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (POLINTER - Palmas), regionais de Gurupi (7ª DRPC), Paraíso do Tocantins (5ª DRPC) e Porto Nacional (6ª DRPC), além das delegacias de Palmas (1ª, 2ª e 5ª DP) e Formoso do Araguaia (84ª DP), Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), policiais civis de Goiás (DENARC - Goiânia) e a PRF.

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