A angústia e o desespero marcam os dias da família de Àgatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que estão desaparecidos há dez dias em Bacabal (MA). A mãe das crianças, Clarice Cardoso, falou pela primeira vez sobre o caso. Ela relata que tem vivido momentos de dor e incerteza enquanto aguarda notícias que possam levar ao reencontro com os filhos
“O que eu espero é que eles encontrem meus filhos. Se pegaram, saber quem pegou e o porquê. Isso é o que passa na minha cabeça”, desabafa.
Questionada sobre se acredita que as crianças estejam na mata, a mãe diz não saber ao certo, já que buscas foram realizadas em diversas áreas da zona rural de Bacabal, mas até o momento nenhuma pista foi localizada. Mais de 600 agentes de segurança e voluntários trabalham nas buscas por Àgatha e Allan.
“Eu não sei. Já foi procurado em todas as áreas aqui no redor e não foi encontrado nada. Não encontraram nada…”, diz a mãe.
O impacto emocional tem sido profundo. A mãe conta que enfrenta dificuldades para dormir e se alimentar, precisando recorrer a medicação para conseguir descansar. “Tem sido difícil. Para dormir, tive que tomar medicação, não comia. É uma dor que não desejo para ninguém”, afirma, emocionada.
Buscas por irmãos desaparecidos continuam
As buscas por Àgatha Isabelly e Allan Michael entraram no décimo dia nesta terça-feira (13). A força-tarefa reúne equipes de resgate do Maranhão, do Exército Brasileiro e voluntários que se juntaram à corrente solidária causada pela repercussão do caso. Os trabalhos seguem 24 horas por dia.
As crianças desapareceram na tarde de domingo, 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na região do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).
Três dias após o desaparecimento, Anderson Kauã, de 8 anos, que também estava desaparecido, foi encontrado por produtores rurais na zona rural do município. O menino estava nu, desorientado e, desde então, encontra-se internado no Hospital Geral de Bacabal, onde recebe acompanhamento médico e psicológico.
Nesta terça-feira (13), o governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou que o menino não sofreu violência sexual, segundo exames. Por ter sido encontrado debilitado e sem roupas, o menino passou por exames, os quais atestaram que ele não foi abusado sexualmente.

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